A Não-Revolução

Manifesto Rosacruz

Esse texto, escrito em 20 de março de 2001, é a posição da AMORC – Antiquus Mysticusque Ordo Rosae Crucis – (para saber mais sobre ela, clique aqui) sobre a situação da humanidade, nos mais variados aspectos: política, economia, religião, espiritualidade, ciência, relações pessoais, etc. Como ele se alinha perfeitamente com as idéias da Não-Revolução, resolvi postá-lo (para ler o texto completo, clique aqui).

Destaco os seguintes trechos:

“Neste período de transição da História, a Regeneração da Humanidade nos parece mais que nunca possível em virtude da convergência das consciências, da generalização das trocas internacionais, da expansão da mestiçagem cultural, da universalização da informação, bem como da interdisciplinaridade que existe desde já entre os diferentes ramos do saber. Mas consideramos que essa Regeneração, que deve funcionar tanto no plano individual quanto no coletivo, só se pode fazer privilegiando-se o ecletismo e seu corolário, a tolerância. Com efeito, nenhuma instituição política, nenhuma religião, nenhuma filosofia, nenhuma ciência detém o monopólio da Verdade. Isto posto, podemos nos aproximar dessa Regeneração colocando em comum o que essas instituições têm de mais nobre a oferecer aos seres humanos, o que redunda em buscar a unidade através da diversidade.”

[Agora vai explicar isso pros evangélicos… Até mesmo os ateus, que posam de tolerantes, mostram as garras quando você aponta pra algo além da materialidade. Principalmente quando o que você mostra tem embasamento científico]

“Seja o que for que se pense disso, os sistemas políticos baseados num monologismo, isto é, num pensamento único, têm com freqüência em comum o fato de imporem ao Ser Humano “uma doutrina da salvação” que se presume libertá-lo de sua condição
imperfeita e elevá-lo a um status “paradisíaco”. Por outro lado, a maioria deles não pede ao cidadão que reflita e sim que creia, o que os assemelha, na realidade, a “religiões laicas”.”

[Qualquer semelhança com o Comunismo é não mera coincidência. Quem tiver saco pra ler o texto todo, vai ver que essa parte fala mesmo sobre o Comunismo]

“No tocante à economia, consideramos que ela está completamente à deriva. Todo mundo pode constatar que ela condiciona cada vez mais a atividade humana e é cada vez mais normativa. Hoje em dia ela assume a forma de redes estruturadas muito influentes e, portanto, dirigistas, quaisquer que sejam suas aparências. Por outro lado, mais que nunca ela funciona a partir de valores determinados que se pretende quantificáveis: custo de produção, limiar de rentabilidade, avaliação do lucro, duração do trabalho, etc. Esses valores são consubstanciais com o sistema econômico atual e lhe fornecem os meios de alcançar os fins que persegue. Infelizmente, esses fins são fundamentalmente materialistas, porque baseados no lucro e no enriquecimento excessivo. Assim é que se chegou a colocar o Ser Humano a serviço da economia, quando essa economia é que deveria ser colocada ao serviço do Ser Humano.”

“Em certa medida, a ciência tornou-se uma religião, mas uma religião materialista, o que é paradoxal. Fundada numa abordagem mecanicista do Universo, da Natureza e do próprio Ser Humano, ela tem seu próprio credo (“Só acreditar naquilo que veja”) e seu
próprio dogma (“Nenhuma verdade fora dela”). Isto posto, observamos no entanto que as pesquisas que ela realiza sobre o como das coisas levam-na cada vez mais a se interrogar sobre o seu porquê, de modo que ela pouco a pouco toma consciência de seus limites e nisso começa a se juntar ao misticismo. Certos cientistas, ainda raros, é verdade, chegaram mesmo a propor a existência de Deus como postulado. É de se notar que a ciência e o misticismo estavam muito ligados na Antiguidade, a tal ponto que os cientistas eram místicos e vice-versa. É precisamente a reunificação desses dois meios de conhecimento que precisa ser realizada no decorrer das próximas décadas.”

[Se bem que as coisas estão mundando. Basta ler livros como “A Física da Alma”, de Amit Goswami ou “O Tao da Física” de Fritjof Capra]

“O problema colocado atualmente pela tecnologia provém do fato de que ela evoluiu muito mais rápido do que a consciência humana. Consideramos também que é urgente que ela rompa com o modernismo atual e se torne um agente de humanismo. Para isso é imperativo recolocar o Ser Humano no centro da vida social, o que, em conformidade com o que dissemos a respeito da economia, implica recolocar a máquina a seu serviço. Essa perspectiva requer total reconsideração dos valores materialistas que condicionam a sociedade atual. Isso supõe, por conseguinte, que todos os homens voltem a se centrar em si mesmos e enfim compreendam que é preciso privilegiar a qualidade de vida e cessar essa corrida desenfreada contra o Tempo. Ora isso só será possível se eles reaprenderem a viver em harmonia, não somente com a Natureza, mas também com eles próprios. O ideal seria que a tecnologia evoluísse de tal maneira que libertasse o Ser Humano das tarefas mais penosas e ao mesmo tempo lhe permitisse desabrochar harmoniosamente em contato com os outros.”

“A sobrevivência das grandes religiões depende mais que nunca de sua aptidão para renunciar às crenças e posições mais dogmáticas que elas adotaram com o passar dos séculos, tanto no plano moral como no doutrinário. Para que elas perdurem, devem imperiosamente se adaptar à sociedade. Se não se derem conta, nem da evolução
das consciências nem do progresso da ciência elas se condenarão a desaparecer a um prazo mais ou menos longo, não sem provocar ainda mais conflitos étnico-sócio-religiosos. Mas, na realidade, presumimos que seu desaparecimento é inevitável e que, sob o efeito da globalização das consciências, elas darão nascimento a uma Religião universal que integrará o que elas tinham de melhor a oferecer à Humanidade para a sua Regeneração. Por outro lado, pensamos que o desejo de conhecer as leis divinas, isto é, as leis naturais, universais e espirituais, há de cedo ou tarde suplantar a necessidade exclusiva de crer em Deus. Nisso, postulamos que a crença um dia dará lugar ao Conhecimento.”

[Os Pentecostalismo malandramente se adaptou às nece$$idades dos fiéis, por isso ele está crescendo, enquanto os padres perdem fiéis a cada dia…]

Bom, embora eu tenha selecionado as melhores partes para “poupar trabalho” aos leitores com pouco tempo, espero sinceramente que alguém encare as 33 páginas do texto na íntegra…

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outubro 29, 2008 Posted by | Ambientalismo, AMORC, Política/Economia, Religião | 1 Comentário

A História das Coisas

A História das Coisas é um filme que falava sobre os objetos que consumimos, desde da extração da matéria prima até o descarte do lixo. Apesar de ter apenas 21 minutos, é impressionante a quantidade e o detalhamento das informações a respeito de consumismo, ambientalismo, política e economia. Excelente para refletir sobre os valores da nossa sociedade (e não dá nem para dar a desculpa de que não tem tempo para assistir).

outubro 7, 2008 Posted by | Ambientalismo, Documentários, Vídeos | 2 Comentários