A Não-Revolução

Qual carta do tarô você é? – 2

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Fase importante a nível emocional e psicológico aos 22 anos;
Inquietação;
Insatisfação;
Não se prende a NADA;
Imprevidência;
Despretensiosa;
Se joga de cabeça em tudo;
Quer ‘”abraçar o mundo com as pernas” ;
Desliga-se com facilidade;
Tem dificuldade de escolher suas amizades ou relacionamentos;
Aventureira sem limites;
Desorganização pessoal;
Avanços rápidos;
Natureza peregrina;
Cuidado para não abandonar as coisas pelo caminho;
Desinteresse;
Não se prenda a futilidades;
Gosta de coisas diferentes ou extravagantes;
Rebeldia;
Opõe-se às idéias dos demais;
Gosta de roupas folgadas;
Gosta de divertir os ambientes, um “bufão”;
Quer atingir outros níveis de compreensão;
Escapismo;
Foge dos problemas ou realidade;
Não quer teoria, quer prática;
Perde o que tem por desatenção;
Caminhadas, montanhismo e passeios são uma terapia;
Aprenda a relaxar;
Não fuja demais dos padrões;
Dificuldade de se adaptar a ambientes fechados;
Muito amiga nas horas difíceis;
Cuidado com comportamento infantil!;
Precisa aprender a extravasar sua energia;
Não invada territórios que não são seus;
Badalações e aventuras afetivas;
Se concentre sempre no que faz!
Pode gesticular muito;
Regência sobre metabolismo, sist. nervoso central, hormônios, circulação;
Energia e atividade;
Não gosta de ser contrariada;

Não seja inoportuna!
Alma Antiga: acumulou muitas experiências ao longo de suas encarnações;
Precisa ser mais firme e demonstrar solidez;
Imprevisibilidade;
Pode trabalhar em equipe, mas é muito auto-suficiente
;
Invista no seu futuro!
Impaciência com estudos: muito mental, mas não gosta de ficar só ouvindo

Sinceridade.

Dado o sucesso da primeira postagem, resolvi postar esse outro teste, mais simples que o primeiro. Esse está em português, e não tem um questionário, basta você digitar o seu nome completo que ele calcula o Arcano através da numerologia. Como se pode ver, saiu O Louco de novo.

Clique AQUI para realizar o cálculo do seu Arcano Pessoal.

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fevereiro 28, 2009 Posted by | Tarô, Testes | 2 Comentários

A Folha Amarela

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Estava no meu altar meditando um pouco sobre uns problemas quando resolvi tirar uma carta do meu “A Descoberta de Buda”, um baralho com 52 sutras do Dhammapada (texto budista) comentados por Osho. Saiu o sutra 26:

“Você é como a folha amarela.

Os mensageiros da morte estão à mão.

Você tem que viajar para longe.

O que você levará consigo?”


Embora uma das idéias mais centrais do Budismo seja a compaixão, ele não tenta te consolar com nenhuma promessa. Pelo contrário, ele te acorda para a realidade com um tapa na cara (em algumas escolas Zen isso é literal rss). Não há eufemismos, não há cerimônias. Seja você rico ou pobre, grande ou pequeno, você vai morrer. Que problema é grande frente a certeza da morte?

Logo após esse choque de realidade, saí para resolver alguns assuntos mundanos e na volta dei uma passada no supermercado. Estava com Amanda na fila do caixa quando notamos o senhor que estava à nossa frente. Ele se abaixava devagar, apanhava uma compra da cesta, e colocava no caixa. Se abaixava novamente, trêmulo, e repetia o gesto. Após pensar se deveria ou não ajudar, levantei a cesta do chão para que ele não precisasse fazer tanto esforço. Ele agradeceu a gentileza, e pediu ao caixa que lhe empacotasse as compras: alguns quilos de carne e garrafas de cerveja, certamente para o carnaval. Enquanto o caixa registrava e ensacava, o senhor aguardava segurando o cartão de crédito com as mãos tão trêmulas que parecia que iam deixá-lo cair a qualquer momento. Perguntei a Amanda se era artrose, ela me disse que era Parkinson.

Não pude deixar de ligar a cena do mercado ao sutra da folha amarela. Para quem está nos seus vinte e poucos anos, a velhice e a morte são conceitos abstratos, assuntos para pensar daqui a algumas décadas. Mas algo, por um momento, me fez ser aquele homem, lutando com dignidade para conseguir fazer suas compras. Para ser útil à sua família, e não um peso morto. Entendi que aquele homem sou eu amanhã. Que a morte é real, e que um dia terei de prestar contas a ela. Até lá – o que tenho de fazer? O que devo conseguir que seja possível levar para além da morte?

Voltei para casa, e o primeiro tópico do Orkut que abri respondeu minha pergunta com um vídeo (clique AQUI).

E você? O que levará quando for para o lado de lá?

fevereiro 21, 2009 Posted by | Budismo, Morte | 4 Comentários

Qual carta do Tarô você é?


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You are The Fool

Idea, thought, spirituality, that which endeavours to rise above the material.

The Fool is the card of infinite possibilities. The bag on the staff indicates that he has all he need to do or be anything he wants, he has only to stop and unpack. He is on his way to a brand new beginning. But the card carries a little bark of warning as well. Stop daydreaming and fantasising and watch your step, lest you fall and end up looking the fool.

Traduzindo:

Você é O Louco

Idéia, pensamento, espiritualidade, que procura elevar-se acima da matéria.

O Louco é a carta das infinitas possibilidades. A bolsa pendurada no bastão indica que ele tem tudo o que precisa para fazer ou ser o que quiser, basta parar e abrí-la. Ele caminha para um novo começo. Mas essa carta trás um pequeno alerta também. Pare de fantasiar e  sonhar acordado, preste atenção onde pisa, antes que você caia e faça papel de louco.

Qual carta do Tarô você é?

Faça o teste e descubra.

Link original no Divagações e outros pensamentos perdidos.

fevereiro 7, 2009 Posted by | Tarô, Testes | 1 Comentário

Porque sou contra as cotas

igualdade

por Gabriel Antunes

Realizei o vestibular esse ano para a UFRJ e a UERJ, e consegui desempenho quase idêntico nas duas. A diferença é que na primeira eu passei normalmente, e na segunda, quase perdi minha vaga (estou esperando pela reclassificação). Andei pelo orkut procurando opiniões sobre o sistema de cotas, e me supreendi com a natureza dos ataques àqueles que as criticam. Quem não concorda com elas é tachado de “filhinho de papai”, de “burro” (e é chamado assim inclusive por cotistas cuja nota foi bem menor…), de insensível em relação à realidade brasileira. Após a leitura de alguns artigos, e o debate com colegas, cheguei às seguintes conclusões, do porque de eu ser contra as cotas:

Porque são inconstitucionais

Elas ferem o artigo 19 da Constituição Federal: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si”. E o artigo 208: “O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um”.

Porque se baseiam em critérios inadequados de classificação

Para a biologia, as raças não existem. O critério de autodeclaração é extremamente vago, ainda mais em se tratando de Brasil, país conhecido pela sua miscigenação. Existe um caso registrado de gêmeos idênticos em que um foi aceito como cotista, e o outro, não.

Porque desviam a atenção do problema principal, que é a deficiência do ensino público

Enquanto nos contentamos, ou perdemos tempo discutindo a validade dessa medida paliativa (as cotas), esquecemos completamente do problema principal: a má qualidade da educação pública. Se queremos um país com justiça social, não devemos dar “cala-bocas” para o povo, mas sim, voltar aos tempos em que o filho do rico e o filho do pobre estudavam na mesma escola.

Porque são uma expressão de racismo, preconceito e intolerância

A primeira coisa necessária para existir a intolerância racial ou social é a classificação das pessoas em critérios raciais ou sociais. As oportunidades de uma pessoa devem existir em função do seu mérito, do seu caráter e da sua vontade de progredir, e não em função da sua cor de pele ou do contra-cheque dos seus pais.

Porque não cumprem o que se propõem a fazer

Permitindo o acesso diferenciado para alguns alunos, gera-se não apenas um ódio por conta dos desfavorecidos por esse sistema, mas também um questionamento quanto à capacidade do profissional que irá sair dessa faculdade. Esses dois fenômenos, por si só, já solapam a intenção original de criar mais igualdade social.

Porque a justificativa da “dívida social” é absurda

Não se combate uma injustiça criando outra. Eu não tive escravos, nem meus pais. Nunca tivemos empregada em nossa casa, e somos nós mesmos que suamos e nos sujamos nas tarefas domésticas. Aqueles que realmente são culpados, e aqueles que realmente merecem reparação já estão mortos há muito tempo. E a melhor maneira de apagar essa mancha da história é simplesmente parando de falar nela.

Porque estimulam o oportunismo

Quem aqui não conhece um exemplo de alguém que tenha estudado em escolas boas, tenha condições financeiras suficientes, plena condição de concorrer normalmente com os não-cotistas, mas marcou a cota apenas para garantir o próprio lugar ao Sol? Isso se chama oportunismo, roubo, imoralidade, absurdo, e ocorre com freqüência.

Espanto-me quando leio no Orkut algo como “passei para a UFRJ e a UFF sem precisar de cotas, não sou um incapaz”. Já que teve chance de concorrer sem esse artifício, porque não o fez? O negócio é se dar bem a qualquer custo, dane-se se é certo ou não?

Apesar de o Governo Federal estar tentando criar cotas para concursos públicos, e até mesmo para empresas privadas, vou terminar com uma frase que li durante a pesquisa para esse artigo:

Na VIDA não existem cotas.

PS.: Apesar dos argumentos acima citados, sou a favor da reserva de vagas para deficientes físicos em concursos públicos, pois estes possuem critérios objetivos para a sua classificação, e uma dificuldade óbvia de se inserirem no mercado de trabalho.

fevereiro 5, 2009 Posted by | Cotas, Política/Economia | 8 Comentários