A Não-Revolução

Egrégoras

por Dragão do Leste

Egrégora, do grego egregoroi, é o conjunto de formas-pensamento de duas ou mais pessoas, voltadas para algum propósito. Todo grupamento humano possui uma, seja ele uma ordem iniciática, uma empresa, um clube, uma família, ou mesmo um time de futebol.

Forma-pensamento é a densificação da matéria mental. Uma imagem criada, ou moldada, pelo espírito, com a matéria sutil do plano psíquico superior (parte superior do plano astral). Esta imagem suscita vibrações de som e de cor que mergulham nas regiões psíquicas inferiores atraindo um elemental compatível com sua freqüência vibratória.

A duração e a capacidade de agir da forma-pensamento animada por um elemental depende de 2 fatores: a intensidade inicial de energia (mental e emocional) que o seu criador humano lhe confere, e o alimento posterior ministrado, através da repetição.

Esses elementais têm vida própria, e agem independentes de quem o gerou. É por isso que certos desejos são atendidos causando prejuízos em outras áreas da vida: as formas-pensamento ignoraram as conseqüências. É necessário cuidado com o que se deseja.

Após agir, ou serem dissolvidos, as formas-pensamento voltam – pois estão ligadas – ao subconsciente daquele que os gerou, para emergir no consciente através da memória, e incitarem uma nova reprodução. Com a repetição, elas criam um verdadeiro constructo psíquico, pois atraem elementais semelhantes aos próprios. Assim nascem os hábitos, sejam benéficos, sejam maléficos.

O hábito (constructo psíquico), por um lado, facilita a intenção na linha de ação dele, porém dificulta na direção oposta. Uma pessoa que tenha passado anos acreditando em algo (ideologia, filosofia, etc.), mesmo que descubra estar errado, tem dificuldade em compreender e praticar outros sistemas de pensamento, simplesmente por conta dos elementais que a forçam em uma direção. Essa restrição de atuação, por si só, já é um mecanismo kármico.

Esses constructos, quando construídos por uma associação de várias pessoas, constituem as chamadas egrégoras. Como já foi dito anteriormente, os elementais se atraem, e por conseqüência, as pessoas que os geraram também. Pessoas próximas, pertencentes a um grupo por nascimento (famílias, cidades, nações, etc.) ou por vontade posterior (clubes, partidos políticos, religiões, etc.), constroem agregados de formas-pensamentos devido à semelhança de opiniões, que impregnam a atmosfera astral com a sua vibração. Esses agregados, ou melhor, essas egrégoras, fazem vibrar os corpos de desejos das pessoas que a elas pertencem, ou seja, provocam desejos, estimulam idéias… E o mecanismo de karma citado acima funciona para os membros do grupo da mesma forma. É assim que se processa o karma grupal.

Para pertencer a uma egrégora, basta pensar de forma semelhante ao grupo, principalmente nas “inconscientes”, aquelas às quais se pertence sem perceber. Até mesmo assistir um programa de televisão ou ler um livro é pertencer a uma egrégora. Já as religiões, e os grupos iniciáticos que conhecem o funcionamento das egrégoras, sempre possuem rituais de iniciação, para marcar os seus indivíduos participantes, e excluir os não-participantes.

Embora as egrégoras nos influenciem através do corpo astral, e até mesmo afetem eventos físicos, elas nunca podem interferir nos planos superiores a elas, a partir do plano mental. Então, para tornar-nos menos suscetíveis a realizar algo que nos prejudique – por exemplo, desperdiçar dinheiro através do consumismo estimulado pela televisão – deve-se recorrer à Vontade. Por isso, nos graus mais básicos de ordens iniciáticas sérias, sempre se ensina a auto-análise, justamente para percebermos as influências perniciosas externas de egrégoras ou pessoas, e evitá-las.

Apesar de termos falado apenas das desvantagens, há várias vantagens de pertencer conscientemente a egrégoras (especialmente as de ordens iniciáticas). Elas são reservatórios de energia e de informações, além de auto-estradas para comunicação telepática entre os seus membros. Elas permitem que os membros dividam seus fardos kármicos, e podem até realizar pequenos milagres, como curas físicas.

Nessas egrégoras, é importante a correta abertura e fechamento – rituais que possibilitam às forças astrais agirem, e depois interrompe sua ação, para uso posterior – de modo que o indivíduo possa acessar o poderoso manancial de energia da egrégora e depois voltar às suas atividades cotidianas sem prejuízo da sua concentração e da sua sanidade. Um exemplo de pessoas que não sabem fechar egrégoras são torcedores de futebol que vivem em função dos seus times. Só falam sobre o time, vivem o tempo todo rodeado pelos símbolos dele, chegam inclusive a matar e a morrer em brigas de torcidas. Esse e qualquer outra forma de fanatismo constituem a dominação de uma pessoa por uma egrégora, seja ela qual for.

Aprendendo a trabalhar com as egrégoras, o homem (ou a mulher) ganha uma valiosa ferramenta, tanto para a melhoria da sua qualidade de vida imediata, quando para a sua evolução espiritual.

Comentário posterior por Lobo do Leste:

Eu faria aguns pequenos adendos…

Um deles é quanto a “direção” da egregora.

Não só elementais, como tambem “Divindades” podem assumir a presidencia dessa nuvem de pensamentos aglomerados, vestindo a egregora, como um manto sagrado.

A outra é a questão do fanatismo…

Algumas egregoras criadas expontaneamente e sem um “Condutor” responsavel, produzem em seus membros uma estranha deturpação da individualidade. fazendo assim com q a pessoa viva a egregora.. personifique todas as formas de pensamento inerentes dessa egregora em questão. Eis o Fanatismo.. eis o motivo do fanatismo, seja ele religioso, seja ele ideologico…

Link original à Sombra do Carvalho.

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janeiro 28, 2009 Posted by | Egrégoras, Ocultismo, Poder da Mente, Sophia Recomenda | 2 Comentários

João Hélio, Isabela Nardoni, Eloá: como a histeria em massa cria novas desgraças.


Os ingredientes dessas 3 tragédias todo mundo já conhece. Até porque nenhuma rede de televisão, jornal ou mesmo site da internet nos deixa esquecer. Uma vítima jovem e inocente, um crime brutal e sem motivo, ampla divulgação na mídia e o natural resultado: comoção popular ampla e generalizada.

Antes de mais nada, apesar de minha análise ser fria, não sou insensível a crimes como esses. Pelo contrário, tanto me comovo que não fico assistindo, com uma curiosidade mórbida, ao noticiário da TV, pra saber sobre cada gota de sangue que rolou. Tanto me comovo, que abomino a super-exposição das famílias das vítimas, e o quanto os jornalistas lucram em cima da desgraça alheia. Tanto me comovo que escrevo esse artigo, na esperança de que tais acontecimentos parem de se repetir.

Não vou aqui comentar muito sobre as pessoas que se deleitam com os infortúnios dos outros para dar algum significado a suas vidas medíocres. São os mesmos pobres de espírito que dependem de novelas para ter alguma capacidade de sonhar.

Os perigos da mídia de massa são amplamente conhecidos por aqueles ligados a espiritualidade. Estes sabem que vivemos uma época de transição, uma época em que os segredos da mente e do espírito estão sendo revelados. E uma das “novidades” muito divulgadas hoje em dia é a seguinte verdade:

A mente e as emoções criam a realidade.

Isso mesmo. Explicando a grosso modo, é algo assim: quando você reclama do seu chefe, você automaticamente está atraindo chefes desagradáveis para você. Se esse seu chefe sair, vai vir outro tão ruim quanto. Ou se o próximo for legal, você é quem vai trocar de emprego, para continuar tendo um chefe ruim.

Esse fenômeno de mentalização (também conhecido como “A Lei da Atração”) é amplificado por diversos fatores, dentre eles: quantidade de pessoas envolvidas, intensidade emocional, grau de concentração. Que tal o poder das mentes de milhões de pessoas impactadas por imagens fortes, (aliás, esse é um dos motivos pelos quais não é recomendável assistir televisão), discursos emocionados, comentários dos colegas de trabalho, uma verdadeira ladainha hipnótica?

Sim, isso mesmo. As pessoas que ficam chocadas com esse tipo de tragédia acabam gerando novas iguais. E isso é demonstrado pelas circunstâncias análogas dos 3 eventos que citei no começo desse texto.

Não que não devamos cobrar do Poder Executivo e do Judiciário as medidas cabíveis. Agora, ficar parado na porta dos acusados xingando, ou ir ao enterro de uma pessoa que você nem ao menos conheceu pessoalmente, que sentido tem? Não vai resolver nada, só vai enriquecer os donos dos jornais com novas notícias.

Fica então apenas uma recomendação: se você presenciar uma tragédia, não fique assistindo para entreter-se. Só faça parte dela se você puder ajudar, se você puder fazer algo útil de verdade.

Não mentalize aquilo que você realmente não quer que aconteça.

novembro 1, 2008 Posted by | Mídia, Poder da Mente | 1 Comentário