A Não-Revolução

Jesus na Caxemira – 2

grab_jesu_christi2Escrevi a primeira postagem “Jesus na Caxemira” empolgado com o que vi num vídeo do youtube, que infelizmente saiu do ar. Já estava lendo o livro “A Odisséia dos Essênios” de Hugh Schonfield, mas preferi, ao invés de esperar terminar a leitura, ir postando aos poucos, conforme as pesquisas avançarem.

A segunda postagem é apenas uma síntese das principais idéias do capítulo 12 do livro citado acima. Não quero utilizar a falácia do apelo à autoridade, mas o escolhi justamente pelo autor ser um renomado especialista em arqueologia bíblica e cristianismo. Àqueles que porventura vierem a lê-lo, saberão que o fato de ele ser judeu não diminui a imparcialidade do seu trabalho, muito pelo contrário, ele trata do tema de uma maneira transparente e simples, de modo que o mais leigo dos leitores possa ter subsídios para posteriores pesquisas.

O autor investiga textos indianos, e chega até o túmulo em Srinagar, na Caxemira. Trata-se do mesmo lugar que aparece no vídeo da primeira postagem, e na foto acima.

O túmulo está localizado no distrito de Khanyar de Srinagar, num edifício chamado Rauzabal. Existem 2 túmulos no pavimento térreo, numa câmara interna cercada por uma galeria, visíveis através de grades de treliça, com orifícios. Um destes túmulos é o de Yuz Aza, enquanto que o outro pertence a um devoto que viveu bem mais tarde do que o profeta, chamado Syed Nasir-ud-Din Rizvi. Estes sepulcros estão orientados no sentido norte-sul de acordo com o costume muçulmano. Mas o verdadeiro túmulo de Yus Azaf está numa cripta embaixo, e este está alinhado no sentido leste-oeste, segundo o costume judeu, os pés apontando em direção da Terra Santa.

Logo em seguida é citado um documento relacionado ao santuário, certificando a Rahman Mir, um antigo guarda, o direito de ser o único beneficiário das oferendas dos visitantes. Esse texto é mostrado na íntegra, e o mais importante a se ressaltar é a parte que menciona a época da morte de Yus-Asaf: durante o reinado de Rajá Gopadatta.

Não é fácil obter provas confiáveis da época em que Rajá Gopadatta foi soberano. No entanto, os historiadores preferem a segunda metade do primeiro século d.C.

Analizando mais documentos, encontra-se uma referência precisa a uma construção feita no Monte Salomão pelo Rajá Gopadatta, onde havia quatro inscrições em escrita persa Sulus:

Um destes pilares homenageia o pedreiro da construção, datado do “Ano Cinqüenta e Quatro”. É esta a data que devemos levar em conta, pois é a mesma das paredes onde se fala de Yus-Asaf. As inscrições nas paredes são as seguintes: “Nesta ocasião Yus-Asaf declarou sua qualidade de profeta. Ano cinqüenta e quadro,” e “Ele é Yusu, Profeta dos Filhos de Israel (Bani Israel).”

A partir desse ponto, historiadores profissionais se calam, mas o que impede que Yus-Asaf, que comprovadamente veio de Israel e esteve na Índia no ano 54, seja realmente Jesus?

março 18, 2009 Posted by | Cristianismo | 10 Comentários